Alta tecnologia no tratamento de sementes: onde ela aparece na operação?
A máquina está pronta, a receita foi definida e o tratamento vai começar, enquanto o operador acompanha pelo painel o que foi configurado para aquele lote. Do lado de dentro do equipamento, bombas, dosadores, atomizadores e outros componentes entram em ação seguindo os parâmetros escolhidos.
É nesse momento que a tecnologia no tratamento de sementes aparece de um jeito fácil de entender, porque ela está ligada a tarefas que fazem parte da rotina, como dosar produtos, controlar aplicações, acompanhar parâmetros e coordenar diferentes etapas.
Quando esses recursos são escolhidos de acordo com a necessidade da operação, a tecnologia passa a ter uma função clara no processo.
Um bom ponto para observar é a dosagem.
A receita indica quanto de produto será utilizado, enquanto o equipamento precisa levar essa quantidade até a semente de acordo com a configuração definida para o tratamento.
Na ARKTOS AFRICA L40K automatizada, por exemplo, uma bomba peristáltica realiza a dosagem dos produtos químicos, que são dispersos por um disco atomizador, enquanto o tanque agitador mantém a calda em movimento. A aplicação segue os parâmetros inseridos na IHM da máquina.
Para quem está acompanhando a operação, cada recurso cumpre uma etapa, a bomba dosa, o atomizador distribui e o sistema de tratamento trabalha na cobertura das sementes.
É assim que uma expressão ampla como “alta tecnologia” começa a ganhar significado, porque existe uma função por trás de cada componente.
Tecnologia no tratamento de sementes também está no controle da máquina
Durante o tratamento, algumas informações precisam estar acessíveis para quem opera, principalmente quando existem configurações que mudam conforme a receita ou a necessidade do lote.
É aí que entram interfaces como a IHM, que permitem ao operador configurar e acompanhar parâmetros do equipamento.
Essa tecnologia aparece em diferentes escalas dentro da Momesso.
No Dustmeter, equipamento laboratorial usado para mensurar micropartículas que se desprendem das sementes após o tratamento, a IHM permite controlar o fluxo de ar, a velocidade de rotação do cilindro e o tempo de ensaio, depois da análise, o equipamento também gera um relatório que pode ser extraído pela porta USB.
Em uma máquina de tratamento, a interface pode participar da configuração da aplicação. Em um equipamento de laboratório, pode organizar parâmetros de um ensaio.
O recurso muda, assim como muda a necessidade.
Automatizar algumas etapas ajuda a organizar a rotina
Quando uma tarefa se repete durante vários lotes, qualquer ajuste na forma como ela é conduzida passa a fazer parte do tempo da operação.
A automação entra justamente nesses pontos, executando determinadas etapas a partir das configurações definidas pela equipe.
Isso pode acontecer na dosagem, na aplicação de produtos, no acionamento de componentes ou na sequência do tratamento, dependendo da máquina utilizada.
Para o operador, o trabalho continua envolvendo acompanhamento e conhecimento do processo, porém algumas ações deixam de depender de uma sequência de comandos separados.
O resultado aparece na rotina, que passa a ter recursos desenvolvidos para conduzir atividades que se repetem ao longo do tratamento.
Quando a operação cresce, a tecnologia também conecta equipamentos
Em estruturas menores, é comum olhar diretamente para a máquina de tratamento. Conforme a operação cresce, entram outros equipamentos no caminho da semente, como moegas, transportadores, tanques, sistemas de dosagem, silos e estruturas de ensaque.
Nesse cenário, surge outra função da tecnologia, fazer essas partes trabalharem de forma coordenada.
No CTS contínuo Seed Mix VHS 20T, por exemplo, o painel utiliza controle via CLP e acionamento por IHM touch screen, por meio dele, é possível controlar periféricos que fazem parte do Centro de Tratamento de Sementes.
O sistema também possui uma configuração Plug & Play, que permite a interligação de periféricos e facilita a inclusão de novos componentes depois do startup.
Para uma operação que pretende crescer, esse tipo de estrutura ajuda a pensar também no que pode ser necessário daqui a algum tempo.
Tecnologia também ajuda a transformar observações em informação
Nem toda tecnologia presente no tratamento está diretamente ligada à capacidade de uma máquina.
Alguns equipamentos são desenvolvidos para observar o que aconteceu durante ou depois do processo.
O Seed Flow, que faz parte da linha laboratorial Momesso, permite avaliar pontos como velocidade de secagem, aglutinação e fluxo das sementes após o tratamento, enquanto o Dustmeter mensura o desprendimento de micropartículas.
Esses recursos ajudam a levar determinadas observações para uma análise que pode ser registrada e comparada.
Em vez de olhar apenas para a semente saindo da máquina, a equipe consegue acompanhar outros comportamentos que fazem parte do processo.
Como olhar para a tecnologia de uma máquina?
Ao avaliar um equipamento, vale entender o que cada recurso vai fazer durante a rotina, porque uma lista de componentes, sozinha, diz pouco sobre o trabalho que será realizado.
Algumas perguntas ajudam nessa leitura:
- Como é feita a dosagem dos produtos?
- Como a aplicação acontece?
- Quais parâmetros o operador consegue configurar?
- Como as informações são acompanhadas?
- Quais etapas possuem automação?
- A máquina pode trabalhar integrada a outros equipamentos?
- A estrutura permite receber novos componentes no futuro?
- Como a equipe será preparada para utilizar esses recursos?
As respostas ajudam a aproximar a tecnologia daquilo que acontece todos os dias na operação.
Tecnologia no tratamento de sementes precisa fazer sentido para a operação
A tecnologia no tratamento de sementes aparece em diferentes pontos, da dosagem ao controle, da aplicação à integração entre equipamentos, passando também pelos testes que ajudam a acompanhar o processo.
Cada operação, que possui volume, estrutura e forma de trabalho próprios, vai exigir recursos diferentes.
Por isso, entender a função de cada tecnologia ajuda na hora de avaliar uma máquina ou planejar uma estrutura para tratamento de sementes.
A Momesso desenvolve equipamentos laboratoriais, On Farm e industriais, que utilizam diferentes sistemas de dosagem, controle, automação e integração conforme a proposta de cada solução.
Se a sua operação está avaliando uma nova estrutura, vale começar pelo que precisa acontecer no dia a dia e, a partir disso, entender quais tecnologias podem acompanhar esse trabalho.
READ ALSO:
Como funciona a análise de tratamento de sementes na Momesso